sexta-feira, abril 04, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
Placebo - Where Is My Mind?
With your feet in the air and your head on the ground
Try this trick and spin it
Your head will collapse
But theres nothing in it
And youll ask yourself
Where is my mind
Way out in the water
See it swimmin?
I was swimmin in the carribean
Animals were hiding behind the rock
Except the little fish
But they told me, he swears
Tryin to talk to me koi koy
Where is my mind
Way out in the water
See it swimmin?
With your feet in the air and your head on the ground
Try this trick and spin it
Your head will collapse
If theres nothing in it
And youll ask yourself
Where is my mind
With your feet in the air and your head on the ground
Try this trick and spin it
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
quarta-feira, junho 27, 2007
Dwelling
Dwelling é uma banda de nacionalidade portuguesa composta por duas violinistas, Sílvia Freitas e Alexandra Bochmann, Jaime Ferreira no baixo, Moritz Branco e Nuno Roberto na guitarra clássica e guitarra portuguesa, que acompanham a voz suave de Catarina Raposo.Esta banda já conta com 9 anos de existência e 3 álbuns lançados, “Moments” (MCD), “Humana” e o recente “Ainda é Noite”.
Este novo trabalho apresenta maior maturidade e consistência, composto por ambientes capazes de nos transpor para um universo distante, aprazível e solitário.A envolvência das cordas é intocável. Os violinos criam atmosferas ora agressivas, ora calmas e as guitarras não ousam fugir e reflectem esse estado de espírito, o baixo pisa cada tema e eleva-o até ao sentido mais puro e sublime. Este álbum começa e acaba com duas músicas instrumentais, a primeira, “Vigília”, reflecte esse universo calmo e tranquilo e a última, “Opus DCXVI” distingue-se pela sua adorável agressividade.
“Ainda é Noite” não é fácil de definir, mas é fácil de qualificar: Soberdo!
Tive o prazer de assistir a um showcase dos Dweeling na Fnac de Coimbra e foi magnífico, capaz de arrepiar os espíritos mais sensíveis, sobretudo no tema “Da Minha Ausência”, onde existe uma alteração súbita do ritmo no segundo terço da música. Mas nada como “estar lá” e pelo que sei os Dwelling vão actuar em outras Fnac’s do país. Aos interessados, consultem o site oficial: http://www.dwelling.equilibriummusic.com/ ou no Myspace: http://www.myspace.com/dwellingband
Uma banda para conhecer e RECONHECER!
quarta-feira, maio 30, 2007
domingo, maio 20, 2007
O António a dar corda à esperança
E no entanto uma noite destas sonhei com ele: não tinha mais de trinta anos
(e eu com a idade de agora)
estava bonito
(tal como a nossa relação não foi fácil o meu pai não foi bonito)
com ar saudável, alegre, sentava-se à mesa de jantar e dizia
- Sabes, filho, nunca me senti tão bem. Palavra de honra que nunca me senti tão bem
isto radiante, simpático
(raras vezes o vi simpático)
quase de açucar: andei com o sonho na cabeça dias a fio, a pensar como será comigo em relação às pessoas que me estiveram próximas. Não sou especialmente simpático também, falo pouco, custa-me exprimir o amor que sinto, envergonho-me de, em certas alturas, me apetecer chorar. Claro que não choro: fico bravio, brusco, irónico, a liquefazer-me de afecto por dentro.
Ultimamente vivi a experiência mais violenta e radical da minha vida e continuo a morar com ela mesmo agora, em que o pesadelo parece estar a desvanecer-se.
Abandonei o livro que em que trabalhava há sete meses
(sete meses de doze horas por dia para o galheiro)
porque não posso, por um lado, escrever antes de voltar a ser eterno
(quando não estamos doentes somos eternos)
e por outro o meu mindo interior alterou-se de tal jeito que sou um homem diferente, e o homem que sou não pode continuar a prosa de um estranho. Fará prosa sua, necessariamente diversa. Uma parte minha segue às voltas com o imenso sofrimento pelo qual passei e me atormenta ainda a disponibilidade completa que um
(ia dizer romance mas não são romances o que faço)
exige e consolo-me pensando nos dezanove livros que até hoje escrevi e chegam bem para me justificar a existência. Acrescentar-lhe-ei alguns mais? Sempre estive certo que sim, hoje não sei.
(Agora de repente, perdoem a interrupção, veio-me à ideia, ignoro porquê, o sabor das peras verdes apanhadas da árvore em Nelas e enchi-me de saudades de eu pequeno diante da serra da Estrela, o único sítio onde fui sempre feliz, e lá está o meu avô, de casaco branco, na varanda da casa, todo fechado no seu silêncio de surdo)
Hoje não sei. Preciso de completar primeiro
(vestia-lhe o casaco branco às escondidas e as mangas chegavam ao chão)
o que doravante sou e faltam-me pedaços, como esses velhos Cristos de pau, sem membros, junto a escovas de cabo de prata no tampo das cómodas antigas. Crescer-me-à o braço esquerdo, os espinhos da coroa partidos, a ponta da barba? Houve ocasiões em que até o meu nome me parecia estranho aplicado a mim. A semana passada, ao ir tirar sangue para análises, a empregada chamou
- António Lobo Antunes
e como não era comigo nem me mexi
Repetiu
- António Lobo Antunes
nenhum António Lobo Antunes se apresentou e eu pensei
- Graças à falta desse vou ser atendido mais depressa.
Portanto preciso de completar primeiro o que sou e pode ser que, então, comece, mas não me preocupa muito o começar ou não começar. O que me preocupa então?
(Metia as mãos nos bolsos do casaco e achava dúzias de palitos.)
Sinseramente não sei. Curar-me? Garantem-me que estou curado. Precoupa-me o sofrimento nos olhos daqueles que esperam na sala de radioterapia. E a magreza, a cor da pele, a dor. Ambulâncias, algumas vindas de longe. Uma cigana a chegar de maca do Alentejo
(também fui feliz no Alentejo, não como na Beira Alta mas feliz mesmo assim)
um senhor de bengala, amparado à filha, com um embelema na lapela. Tento descobrir de que embelema se trata e não consigo, nem arranjo coragem para perguntar. O senhor caminha em passos difíceis e a filha de quarenta ou cinquenta anos, tão atenta, tão cautelosa. O facto de haver pessoas boas no mundo surpreende-me e exalta-me, em parte pelo facto de a maldade me repugnar. Se a empregada das análises tornar a chamar
- António Lobo Antunes
será comigo? Fico nesta dúvida um bocado e depois esqueço-me porque deixou de chover e um sol inesperado na janela a lembrar o sol nas pedras antiquíssimas de Monsaraz e no Guadiana lá em baixo. A ribeira, que é como falavam nela. A ribeira e um ou dois pescadores em banquinhos. Como contei no Auto dos Danados ao interessarem-se pelo que um deles pescava a resposta foi
- Principalmente nada.
A ribeira e o moinho da maré cheio de reflexos. Lagartinxas na erva. Borboletas. Que palavra linda, borboleta. Ó pai o que eu gostava de dizer
- Nunca me senti tão bem. Palavra de honra que nunca me senti tão bem
e estar à mesa consigo, sobretudo agora que é novo, o vejo contente e não vai morrer nunca mais. Não tenho espaço para nenhuma sepultura cá dentro e há-de chegar o momento em que o casaco branco do avô me serve. Então mando todas as doenças embora, elas obedecem que remédio, e seremos eternos. Quer apostar?
in Visão nº 740 - 10 de Maio de 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
Triste...
Precisava de encontrar poço sem fundo onde enterrar a tristeza que me vai na alma. Porque estou farta de ser “pisada” e nunca reagir… Porque estou a sentir o peso da ingratidão... Porque me dói saber que a honestidade é impotente…
Tenho este defeito insuportável de só sentir vontade de escrever quando estou em baixo… E as consequências são invariavelmente textos sem sentido ou com sentido depressivo. Por isso, fico por aqui… A quem acompanha o meu blog: desculpem… Talvez um dia mude… Porque a nossa vida também muda…
No dia em que fazemos 5 anos de namoro… eu estou assim… triste e revoltada… Mas se não fosses tu estaria bem pior…
Obrigada por tudo, pelo apoio, pelo carinho, por seres tão parecido comigo e me compreenderes como ninguém…
Obrigada por fazeres com que tudo valha a pena...
sábado, abril 14, 2007
Porque eu ainda quero ler muitos livros do António Lobo Antunes...

não acreditava que o dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como a velhice e a decadência. Tão reles. O olhar de pena dos outros, palavras de esperança em que não têm fé, dúzias de histórias de criaturas que passaram por isso que tu tens agora e estão óptimas. Recuperando aos poucos da anestesia vou dando-me conta de que um bicho horrível em mim, ratando, ratando. Dois sentimentos opostos
e o primeiro fala antes do outro
um grande cirurgião, um colega de curso, um amigo, uma das muito poucas pessoas a quem entregaria sem hesitações o meu corpo. Este texto talvez vá um pouco desconexo, desculpem, ainda estou fraco, a cabeça tem lacunas, falta-me vocabulário, há mais de nove dias que não pegava numa caneta e é difícil reaprender a andar. O meu medo que o Henrique não pudesse. Mas disse a quem lhe fala
e enquanto me faziam uma TAC vi-o atrás do vidro, sério, a apertar a boca. Depois veio ter comigo
e queria que soubesses, Henrique, a esperança que as tuas palavras me trouxeram. Não só esperança: o que não sei dizer. Ou antes sei mas tenho vergonha. Contento-me em pensar que tu sabes também. Sei que sabes. Basta a maneira de protestares, de mão contrariada
o modo como me disseste
como diante da minha aflição, aflição sim senhor, deixemo-nos de tretas- E se houver metástases no fígado?
e eu tentando pôr-me no teu lugar pensando como deve ser penoso operar um amigo. Um amigo desde os dezoito anos. Em como deve ser penoso, em como deve ter sido penoso para o Henrique trabalhar com uma carga afectiva em cima dele, naquelas circunstâncias. Mexeu-me todo: tirou a vesícula, tirou o apêndice, até as glândulas seminais andou a ver. Isto há dez dias, onze dias. Escrevo do hospital onde estou, é a primeira vez que uma pessegada destas me sucede.
e sem que eles sonhassem(sonhava eu)
o cancro ratando, ratando, injusto, teimoso, cego. Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não - sim. Por enquanto meço o meu espanto, à medida que nas árvores da cerca uns pardais fazem ninho. A primavera mal começou e eles : truca, ninho. Obrigado, Senhor, por haver futuro para alguém.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Uma Casa na Escuridão

"O amor é o sangue do sol dentro do sol. A inocência repetida mil vezes na vontade sincera de desejar que o céu compreenda. Levamtam-se tempestades frágeis e delicadas na respiração vegetal do amor. Como uma planta a crescer da terra. O amor é a luz do sol a beber a voz doce dessa planta. Algo dentro de qualquer coisa profunda. O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo. O amor é a paz fresca e a combustão de um incêndio dentro, dentro, dentro, dentro, dentro dos dias. Em cada instante de manhã, o céu a deslizar como um rio. À tarde, o sol como uma certeza. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e da areia eterna. O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras. Nascem lugares para o amor e, nesses jardins etéreos, a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente."
"O ciúme é o ódio e o medo. É ver um rosto a sorrir e querer esmagar esse rosto e essa cabeça que sorri com uma pedra, querer pousar essa cabeça no chão e largar-lhe em cima uma pedra pesada, querer ver uma pedra esmagar essa cabeça, deixar uma pedra cair e vê-la partir esse crânio, vê-la partir os dentes e o sorriso todo, os olhos o furarem-se como gemas e ver espalhar-se no chão tudo o que estava dentro da cabeça: o sangue, os miolos desfeitos, pedaços de osso e de cartilagem. Olhar para o pescoço decapitado, com veias rasgadas a entornarem sangue, e sorrir. É querer fugir para onde tudo não exista. É ver só o silêncio das vozes a assustarem-se muito. É tremer tanto nas noites que exitiram, que eu senti, dentro da noite grande, da noite única do mês da noite."
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Relatos impessoais de uma memória em transe
que a narrativa da verdade sempre foi volátil.
Perfaz todo o silêncio que se manifesta em vão,
no corpo que esculpiste com a tua sede.
Mantenho-me no céu sem gritar a morte
e espero que as cinzas se transformem em pó.
Sopro o vento que me corta a voz,
vagueio com a distância que em mim se encerra.
Repito o gesto cortante que me faz sofrer,
Invoco a minha esperança que me faz viver.
domingo, outubro 22, 2006
Mad World
All around me are familiar faces
Worn out places, Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going nowhere, Going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, No expression
Hide my head I want to drown my sorrows
No tomorrow, No tomorrow
And I find it kind of funny, I find it kind of sad
These dreams in which i'm dying, Are the best I've ever
find it hard to tell you, I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad World, Mad World
Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
And they feel the way that every child should
Sit and listen, Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, No one knew me
Hello teacher tell me whats my lesson
Look right through me, Look right through me
And I find it kind of funny, I find it kind of sad
The dreams in which i'm dying, Are the best I've ever had
I find it hard to tell you, I find it hard to take
When people run in circles it's a very very
Mad World, Mad World
Enlargen your world
Mad World
Mad World - Gary Jules (Donnie Darko Soundtrack)
terça-feira, outubro 10, 2006
Voltarei atrás...
Quando souber o que me amarra e prende a minha voz
Voltarei atrás quando o teu laço não quebrar jamais
Quando quiseres roubar-me o pensamento e nunca mais…
Voltarei atrás quando conseguir sonhar o meu viver sem acordar
Quando o teu rasto percorrer o meu caminho sem me prender
Voltarei atrás quando o meu corpo dançar ao som da tua canção
Quando nada mais me poder demover da tentação
Voltarei atrás quando os teus pés seguirem os meus passos
Quando a verdade se sobrepuser sobre o cansaço
Voltarei a trás quando experimentares a amargura da solidão
Quando saltar a derradeira escada e não houver mais chão
Voltarei atrás quando os teus olhos forem lágrimas do meu perdão
Quando sentires o derramar do sangue que se esvai em mim
quinta-feira, agosto 24, 2006
Uma estória...
Pela primeira vez tive noção da minha impotência. Senti-me iútil e cansado. Tive a sensação de estar a viver uma vida que não era a minha, mas que o destino (ou lá o que isso é) se tinha encarregado de por no corredor onde eu haveria de passar. Era como se alguém me tivesse colocado uma armadilha e eu não tivesse percebido, agora era tarde de mais para me conseguir soltar.
Naquele instante um turbilhão de ideias, nomes, pessoas, vidas vagueavam na minha cabeça. Aliás, tempo era decididamente o que não me faltava e utilizava-o para pensar. Agora que não tinha tempo para fazer nada, tinha todo o tempo para pensar em tudo. E pudesse eu diminuir esse tempo e minimizar a minha dor… E pudesse eu desligar o meu cérebro e parar o meu coração… Se eu pudesse…
Hoje pedi que me trouxessem um espelho, queria olhar-me e saber se ainda me reconhecia, se o meu corpo ainda era meu. Não me consegui ver na imagem que o espelho reflectia. Lamentavelmente já o esperava. Percebi que não sou mais do que matéria, uma emaranhado de órgãos que teimam em continuar a sua função, envoltos por uma pele seca, rugosa, sem textura e um rosto sem expressão, sem cor.
Nada do que fui e pensei ser é o que sou.
Revolto-me porque nunca imaginei o meu fim como agora se me afigura e sei que nada posso fazer para o alterar, nem mesmo antecipar esse fim que desejo tão intensamente.
Sabia que esperavas pacientemente por aquele dia em que dirias “adeus” a tudo o que te rodeava. Aquele último mês tinha-se tornado demasiado penoso para que pudesses sentir vontade de lutar pelo que quer que fosse. Mas isso não me impediu de desejar que a tua vida se prolongasse por mais e mais tempo. Queria ter-te cá, queria saber que estarias aqui e que podia estar contigo sempre que pudesse. Egoísmo?! Talvez, mas a estima e o amor que sentia por ti não me deixou, nem por um segundo, desejar a tua partida.
Mas o teu desejo concretizou-se e a minha dor exacerbou, como temia.
Sinto-me o nada que sou e agora compreendo-te.
A minha cabeça anda às voltas, completamente perdida, sem rumo. E invariavelmente não consigo pensar em mais nada senão na tua presença (agora ausência). Nada mais me interessa, queria tanto não ter de viver este pesadelo.
Sabia que se pudesses me terias deixado o que eu queria receber, um pedaço de ti. Mas as únicas coisas que me deixaste são materiais e é a essas que agora me agarro para me sentir mais perto de ti.
Olho para o quarto que te acompanhou no último mês e absorvo cada canto, cada mobília e cada objecto que estiveram contigo.
Sento-me na cama. Parece confortável, mas tão fria, que me arrepio.
Reparo que na mesa de cabeceira estão os teu óculos, um livro e uma caneta. Pego no livro. Não chegaste a terminá-lo. Decido lê-lo, como se isso te desse a possibilidade de conhecer o seu fim. Folheio-o e no meio encontro um pedaço de papel com a tua letra. Todo o meu corpo estremeceu. Fecho os olhos e volto a abri-los com toda a força. Respiro fundo para recuperar o fôlego e começo a ler o que escreveste em voz alta, na esperança de ouvir a tua voz, em substituição da minha, dizer o que não tiveste tempo para me dizer:
“Hoje acordei e soube que era a última vez que o fazia.
Apeteceu-me rir, mas só consegui chorar.
Estranhamente senti falta da minha vida e pela primeira vez quis agarrá-la por mais um dia, mais um segundo, por uma eternidade”.
quarta-feira, agosto 23, 2006
Voltei
Obrigada a todos pelos comentários e pela preocupação com a minha "ausência". Após uns dias de férias (poucos) e o regresso ao trabalho e à rotina diária, estou de volta ao meu cantinho...
Algumas aquisições feitas nas férias:






Já falta pouco para completar a minha colecção de filmes do David Lynch! :)
domingo, junho 25, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
Delírios
Delirante por conseguir exprimir o que não sei dizer, vibro e balanceio suspensa numa harpa.
Toco notas musicalmente monótonas, arrepiantes para quem não as consegue entender.
Julgo-me perdida e cansada de infrutuosamente tentar controlar a minha demência.
Tento a todo o custo camuflá-la sob a forma de "diferença", mas sem sucesso.
Meço as consequências da tirania e entrego-me ao esplendor da loucura.
Vagueio atordoada, com passos sombrios que não são meus e piso o teu fado sem querer.
Peço desculpa e continuo.
Para onde?
Porque ?
Para que?
Não sei...
Mas continuo...
segunda-feira, junho 12, 2006
Eternity Part III
So little time
Your crystal eyes gaze into mine
A burning flame
Forever dreaming, dreaming a lie
Caressed by innocence, a sanctuary for your mind
Born alone beneath pale sardonic skies
One love, one life, one sorrow
A condemned man, granted a sweet reprieve
A turn of fate, a genial twist of the knife
Undying affection for life
segunda-feira, maio 29, 2006
Mulher em Branco

Ontem acabei de ler o livro "Mulher em Branco" do Rodrigo Guedes de Carvalho e devo confessar que me deu mesmo prazer enorme ler cada uma daquelas linhas..
É a primeira vez que leio um livro deste escritor (jornalista e argumentista) e estou verdadeiramente surpreendida pela positiva.
Acho que tem um modo distinto de escrever (diria mesmo que próprio), apesar de em determinados aspectos me fazer lembrar António Lobo Antunes (escuso-me a comparações). Adorei a sua maneira de escrever, as palavras que usa, a organização dos capítulos, onde distingue claramente o passado e presente, que denomina por “antes” e o “agora” e nos dois capítulos finais o presente e o futuro, a que chama. “agora e sempre”.
Aconselho a ler! Eu já comecei a ler o “A Casa Quieta”...
Agora deixo-vos com algumas citações para abrir o “apetite”:
“Dentro de ti, ainda que nunca suspeitasses.
Também a terra acaba onde o mar começa.
Entras em poiso firme. Agora esbracejas, liquida.
Em ti, a terra também acaba e o mar começa.
É onde o diabo faz o ninho.”
“Eu consigo voar.
Flutuo por onde me apetece.
Raso picos de montanhas e suspendo-me coberto pela primeira nuvem da noite.
Se quiser, paro.
Rodopio.
Precipito-me da cabeça para baixo, deixo-me ir, abro os braços.
Tenho sempre fome.
Vagueio, procuro.
Nunca encontro.
Sou transparente, já indefinido.
Sou vazio e estranho-me em tudo.”
“Do que recordas eu era cadáver.
E nos buracos mais fundos me buscavas cuidando atrair-me.
Sabendo que me resto imemorial, à deriva em carne fresca, o proibido que negas quando só eu decido.
E me perfumo incessante no sangue dos mártires que convocas.
E me alimento do que me atiras para me matar.”
“O coração é um bicho (…), um dragão, a besta, o falso profeta (…), onde a verdade e a mentira se agridem até à morte”
“Porque o coração é um bicho e não ouve.”
sábado, maio 13, 2006
Talvez nunca tenha aprendido a viver no exterior dessa câmpanula...
Penso que nunca conseguiria respirar oxigénio...

