terça-feira, fevereiro 14, 2006

Elogio ao Amor

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje, incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia,são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.

O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.

Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.

Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.


Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Precisa-se de matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

Eduardo Prado Coelho - in Público

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Parabéns (e Obrigada)

"há dias que o lápis te foge, resiste como um objecto estranho
presistes, esboças o rosto de cera apercebido no espelho,
no fundo quieto do rio
sorris
o lápis volta a obedecer-te
no rosto abrem-se olhos, flores, águas, cristais, lodos, geometrias, fogos, animais sem nome
que deixas à solta fora do teu corpo, em precária liberdade"
Al Berto
Apeteceu-me pegar no lápis de carvão e esboçar o teu rosto...

Apetece-me gritar "Obrigada!"
Obrigada por existires,
Obrigada por te teres cruzado no meu caminho,
Obrigada por me teres ajudado a descobrir quem sou, o que quero e para onde vou...
Obrigada por me aceitares como sou, por me ouvires, por me tentares compreender...
Obrigada por me deixares chorar quando preciso, por me fazeres rir quando me apetece rir, por tornares a ninha vida num sonho quando o mundo à minha volta me faz acreditar que estou num inferno...
Obrigada por me roubares deste marasmo e me fazeres sentir feliz...
Obrigada por me teres ensinado a Amar-te!!!

Tudo isto para te dar os Parabéns (pelo teu aniversário) por seres quem és!


Nunca consegui escrever o que penso sobre o amor... É-me díficil expressar sobre esse sentimento e quando tento fazê-lo (raras vezes) saio-me sempre mal...
Nunca consegui escrever o que quero, o que sinto e o que quero que quem leia entenda...
Mas hoje é um dia especial para ti (e para mim porque te amo) e tu mereceste que eu tentasse, apesar de ter a plena convicção que foi uma tentativa falhada.
Por isso, quero que saibas que o que escrevi é irremediavelmente redutor para espelhar o que sinto. Para que entendas isto eleva estas palavras ao expoente máximo da loucura e multiplica-as pela minha vida... Só assim saberás o que sinto por ti...

Apetece-me abraçar-te....

terça-feira, janeiro 31, 2006

Saudade...

Luz opaca que acende e apaga
Corpo adormecido que chora
Dor latejante que me atormenta
Nada do que sou é meu
Tudo o que quero é teu

Cheiro transparente onde estás?
Quero sentir-te...
O que és?
Oh ávida esperança de te encontrar
Longe te espero onde não estás...

Sempre acordada, nunca adormeço
Olhos carregados no pensamento
Perco-me onde nunca me vou encontrar
Luto de preto
E assim permaneço...

Folha branca, caneta vermelha
Risco tudo até não haver um só espaço em branco
Sinto que tenho o coração nas mãos
Rasgo a folha para deixar de o sentir
E enfim partir...

sábado, janeiro 28, 2006

Olhares...

É só pra dizer que criei um espaço meu no olhares.com
Para aceder entrem em http://www.olhares.com/SynneSoprana

Fico à espera das vossas críticas...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Palavras sem sentido...

Olha-me, ouve-me, sente-me…
É sempre assim tão difícil?!
Leva-me para longe, não me perguntes nada
Desdobra-te em pedaços de mim e quebra o compasso de espera que há entre nós,
Porque o tempo é vão e não existe,
Porque existir é mais do que viver,
Porque viver é sentir que temos todo o tempo…

Silêncio!

Deixa-me sentir-te respirar,
Inspira, expira, inspira, expira…
Não pares, não penses…
És sempre assim?!
Gostava de aprender a inalar uma golfada de ar e sustê-lo dentro de mim…
Gostava de sentir que tenho vida E QUE EXISTO!!!

sábado, janeiro 07, 2006

Lost Angel

Carvão - Terminado a 05/01/06

Lost Angel's Garden has been described as a place of "absolute darkness", "really peaceful, yet really empty". It is a generally beautiful place, but laced with strong emotional undercurrents of helplessness.

domingo, dezembro 25, 2005

É natal?! É natal?!


Natal


O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa


A propósito, muito obrigado a todos os que me vêm "ver"... e um bom NATAL!!!

domingo, novembro 27, 2005

Desabafo!...

Hoje decidi remeter-me ao silêncio.
Fechar a minha cela a cadeado e não deixar ninguém entrar. Ninguem!
Espero que o tempo passe e subitamente reparo que não estou só. Ou estarei?!
Perco-me no espaço e lanço o meu coração contra a muralha. Tou farta de sentir...
Escondo-me onde todos me vêem, mas continuo a achar que sou invisível.
Afinal sempre gostei de passar despercebida...
Sempre quis sorrir sem ninguém reparar...
Sempre quis sofrer sem ninguém me consolar...
Mas será que consegui?!

Apetece-me, desesperadamente, respirar...

Desta vez... a carvão!

sábado, novembro 05, 2005

Depois de uma ausência... uma homenagem!!!

Como (os mais atentos) notaram "ausentei-me" por uns tempos. Na verdade o meu acesso a esta rede mundial está restrito aos fins-de-semana (e não todos).
No entanto, aproveito pra dizer que durante esta ausêcia tive o prazer de ir ver Moonspell e Mão Morta a Coimbra... Comentários? Lindo!!!

Aproveito pra deixar uma homenagem a esse grande poeta: Adolfo Luxúria Canibal:


Vertigem (um dos temas tocado no concerto):

Ficamos horas a brincar sob a noite serena de verão
sentindo a leveza do futuro na ponta dos dedos
a confiança do absoluto
e a alegria do presente em estrofes perdidas nos confins dos séculos
num espantoso enlace com a beatitude
e as ideias terríveis
que nos assaltam o cérebro num faíscar de exaltação demente
como se o desejo fosse magia
na vertigem dos carros roubados para ir até à praia
como se o sangue que corre mais forte em crescendos de angústia
pudesse encharcar a terra e florir num outro espaço.

Vertigem

Depois estendidos no recato das dunas
a memória dos dias olvidada em agulhas rombas
ouvimos o jazz abrir a imaginação para deleites crueis e labirintos obscuros
despertando monstros escondidos
esvoaçando vampiros sanguinários por entre as sombras da realidade
num orgasmo de gritos sufocados e silêncios circulares
a droga que nos ilumina a mente
em torrentes de lava e espasmos descontrolados
a encher a noite de fantasmas longínquos e rodopios sonoros
o latido dos cães
num sarcasmo de conto de fadas.

Vertigem

Tudo é negro menos os nossos olhos
que dardejam luz no estupor da montanha incendiada pelo sol levante
já os nossos risos nervosos
soltos na velocidade da paisagem
desfilam para trás num bater de asas aflito e assustado
e o velho saxofone
como sereia rouca em calores de perdição
num sobressalto de vagas repentinas
abafa o chiar dos pneus
imprimindo correrias loucas ao granito macio da estrada
com que o mar cava a areia até aos nossos pés.

Vertigem

domingo, outubro 16, 2005

A segunda...

... diz-vos alguma coisa?!

sábado, outubro 01, 2005

A minha primeira pseudo-pintura (II)...

Depois de algumas alterações.... para pior?!

sábado, setembro 17, 2005

Férias no Gêres...






Há algum lugar mais lindo e calmo do que este?! Eu ainda n conheci...

domingo, agosto 21, 2005

What does your soul say about your eyes?

You scored as Dirty, Black, Free. Your face is Dirty, face stained from tears. You are free. You aren't afraid. You can cry and scream and yell. People care - People worry. You are free. Lucky. Free. You don't care what people think and you aren't afraid to do what you like if it makes you feel good.

Dirty, Black, Free


75%

Confused.


58%

In Control.


58%

Cold as Steel


50%

Believer.


42%

Trapped.


42%

What does your soul say about your eyes?
created with QuizFarm.com

Song to the Siren

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Fonte da imagem

On the floating, shipless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.
And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."
Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?
Now my foolish boat is leaning, broken lovelorn on your rocks.
For you sang, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?
Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."

This Mortal Coil

segunda-feira, agosto 15, 2005

Sem rumo.....

Sofrimento inseguro, piedosa espereança de ser feliz, sentimento sombrio de nada ser, onde tudo é vago e o mundo se perde sem rumo...
Devaneio sem sentido, sentido perdido, perdição sem amor...
Insegura, traída pela fé de um dia ser, de um dia sentir, de um dia viver...
Quero ser o que não sou, quero sentir que sou eu... Enfim, quero sentir-te, quero perceber-te, quero compreender-te... Quero ser cumplice, quero ser culpada e culpar-te...
Não sei o que sou, não sei quem sou, mas sei o que quero...
Quero-te, como sempre e mais do que nunca...

domingo, agosto 14, 2005

sábado, agosto 06, 2005

Light of Day, Day of Darkness

199797.jpg
Fonte da imagem

A vision, a call

In times before my fall
In life before I became
I dreamed I was insane

I saw the unseen
I heard the unheard
I rode the sky above the earth
I felt the breeze of the world
What was lost
I should have retrieved
What was real
Was long gone within of me

Crimson tide
A wave of lost time
Scenario of a velvet blue sky
I dreamed about day
But I lived in the night
I looked and I saw
That in my dream I was so free
Red turned blue
White became black
The daylight erased my shadow
Insanity reached me its hand
Whispering velvet voice
The sky above the stars
The wind below the moon
The light that create shadows
The dark beyond the eyes…

I sat before myself
I looked above below
I embraced my living self
Doves and birds, gras and trees
Where was all I used to see?
Why am I not what I used to be?
That's the beauty of the mind

Night divide day, day erase night
Light of day, day of Darkness

They are inside my head
Climbing the walls
Falling of the sealing
Jumping on the floor
Voices and calls
On the edge of sanity
I stumble and fall
Through the gates of the endless halls

Come walk with me
through the valley of eternity
In passion I see the light
Am I the one only the mirror sees?

A distant calling
Lost in memories
Lost in the maze of the mind
The secret place that none have seen
Silent cries of despair
What sanity remains

Within this fragile mind
I am alone again
Me, myself and I
Echoes pounds my head
Shapeless forms everywhere

I think, therefore I am
You are a fantasy made by me
I dream this world
When I end, the world will end with me,
I am everything,You are me

"Sleep my child" to never be awakened again…

I fell asleep, to sweet lullaby
A sleep in which I had a dream
And in this dream
I conceived a perfect plan
That would change the face of man

For it was my dream
To create a perfect world
From this cold imperfect world
And all the answers were inside my mind

And I was unafraid
The dream was so enticing
But now I see it fade
And I am here alone, all alone
Once again
The soul of an angel
Lives forever
The love of the innocent
Lasts forever
A moments passion
I hear a desperate cry

I weep for the weak
I pray for the strong
Through Crimson eye
And Shattered lie,
I behold the sacrifice
Of the innocent life

There`s blood on the bended knee
The light paint a shadow on me
Will I forsake you
Or will I the forsaken be?

I left my body
Come meet me in my dreams
It`s been so long
Would you know me?

Time stands still, but I wonder
Who`s watching over you
Who`s watching over me

As a traveller
I seek hospitality
As a wanderer
I seek immortality
As a journey in insanity
I seek divine comparity

I sit here alone, so cold
Left in the dark, to feel
Pitty my soul
What is left to say?
What is left to see?
Where did I fail?
Where did I go wrong?

I am so lost
Still I am so free
But my heart just
Won't stop to bleed

In Twilight atmosphere
Sirens seductive call
Is summoning me
To my New World
A brave new world
Where right is wrong
Where justice is gone

Funeral Symphony
Behind me, a dark shaping mass
I turn and face the face of deception
A face without the warmth
Of dignity and grace

I see the unseen,
I hear the unheard
I learned the secret
That none before me had learned

Watch me and my new desire
I am emptier than ever
But I feel complete
Take my hand and watch me as…

I conceal myself in shadows
Until night falls
I am who I am
I just want to be
And once again the night
Seems to outlast me

I hear a voice
Who could it be?
Is there anybody else here with me?
Why do you torture me?
Wont you leave me be?

Am I whom I should be?
For all that you are lies wholly within of me

Out of reach, out of sight
I feel strange and lost,
can you lead me right?
It's too dark for me to see
Capture of soul,
won`t you please forgive me?

I heard the tales
I learned the secret way
That tears are replacements
For what has been taken away
From us and what we`ve lost
Still, all I see is burning fields
Still, all I hear is dying screams

I am the future
I am the past

I am what you wish for
The god you wish to be

I am the voice
Behind the silent scream

I am the dark
I am the light you never see

I am the blood
That makes your soul free

I am pure
I am unclean

It takes one to be a god
It takes one to feel lonely

It takes two to outlast me
It takes two to feel complete

It takes a moon to light the stars
It takes a light to see the dark

If what I wrote was real
Could I then a God be?
Would what I see
Then be part of reality?
Would I then reach divine entity?

Green Carnation
Lyrics: Tchort